{"id":2281,"date":"2013-01-31T08:18:51","date_gmt":"2013-01-31T11:18:51","guid":{"rendered":"http:\/\/www.encontraribeiraopreto.com.br\/noticias\/?p=2281"},"modified":"2019-04-15T11:24:41","modified_gmt":"2019-04-15T14:24:41","slug":"justica-autoriza-transexual-de-ribeirao-preto-a-trocar-nome-antes-de-mudanca-de-sexo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.encontraribeiraopreto.com.br\/sobre\/justica-autoriza-transexual-de-ribeirao-preto-a-trocar-nome-antes-de-mudanca-de-sexo\/","title":{"rendered":"Justi\u00e7a autoriza transexual de Ribeir\u00e3o Preto a trocar nome antes de mudan\u00e7a de sexo"},"content":{"rendered":"<div class=\"cd7ef838bed10b2b4567f853226bc383\" data-index=\"1\" style=\"float: none; margin:0px;\">\n<!-- Anuncio display - global -->\r\n<ins class=\"adsbygoogle\"\r\n     style=\"display:block\"\r\n     data-ad-client=\"ca-pub-8585364105181520\"\r\n     data-ad-slot=\"8789329856\"\r\n     data-ad-format=\"auto\"\r\n     data-full-width-responsive=\"true\"><\/ins>\r\n<script>\r\n     (adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({});\r\n<\/script>\r\n\n<\/div>\n<p>Mesmo ap\u00f3s assumir a homossexualidade e passar a se vestir como mulher, Marcela &#8211; que nasceu homem &#8211; sofria por n\u00e3o ter a identidade feminina respeitada, principalmente quando era obrigada a apresentar o RG. Em janeiro desse ano, a estudante universit\u00e1ria deu o primeiro passo para alcan\u00e7ar o sonho de se tornar mulher: obteve na Justi\u00e7a o direito de ter g\u00eanero e nome alterados nos documentos pessoais, antes mesmo de realizar a cirurgia de mudan\u00e7a de sexo.<\/p>\n<p>\u201cMeus pais eram muito religiosos e na minha casa a quest\u00e3o sexual era r\u00edgida. Eu tentava me comportar da maneira como minha fam\u00edlia queria, mas era dif\u00edcil. Eu sempre me sentia mulher, mas olhava no espelho e enxergava outra pessoa. Ficava pensando, at\u00e9 quando essa ang\u00fastia vai continuar? Agora, me sinto um pouco mais leve. Posso ser respeitada pelo que sou\u201d, disse Marcela.<\/p>\n<p>Nascida em\u00a0Ribeir\u00e3o Preto\u00a0(SP), a estudante &#8211; hoje com 31 anos &#8211; deixou a casa dos pais h\u00e1 tr\u00eas para cursar Ci\u00eancia da Computa\u00e7\u00e3o em \u00a0na <a href=\"http:\/\/www.encontrafranca.com.br\/\" target=\"_blank\">cidade de\u00a0Franca<\/a>\u00a0(SP). Foi nessa \u00e9poca que come\u00e7aram as primeiras transforma\u00e7\u00f5es em sua vida. Marcela deixou o cabelo e as unhas crescerem e come\u00e7ou a tomar horm\u00f4nios femininos. \u201cFoi uma mudan\u00e7a lenta e natural. Um passo de cada vez, mas com seguran\u00e7a.\u201d<\/p>\n<p><strong>Preconceito<\/strong><br \/>\nA transexual contou que, apesar das precau\u00e7\u00f5es, passou por momentos dif\u00edceis e v\u00e1rias vezes foi ridicularizada em p\u00fablico. Marcela afirmou, por exemplo, que sempre era aprovada nas entrevistas de emprego, mas depois dispensada quando apresentava os documentos pessoais.<\/p>\n<p>\u201cUma vez, o entrevistador gritou o meu nome alto s\u00f3 para me ver constrangida. N\u00e3o havia necessidade daquilo, eu estava sentada na frente dele. Isso tamb\u00e9m j\u00e1 aconteceu em atendimento m\u00e9dico. Tem coisas que a gente tem que enfrentar\u201d, relembrou a estudante, que h\u00e1 uma semana trabalha como atendente em uma pizzaria.<\/p>\n<p>Apesar das dificuldades, Marcela disse que nunca desistiu de enfrentar o preconceito. H\u00e1 dois anos, ela procurou uma equipe m\u00e9dica no Rio de Janeiro (RJ) para fazer tratamentos que pudessem tornar seus tra\u00e7os ainda mais femininos. No mesmo corpo cl\u00ednico, encontrou especialistas que a incentivaram a fazer os exames para realizar a cirurgia de <a title=\"Mudan\u00e7as em Ribeir\u00e3o Preto\" href=\"http:\/\/www.encontraribeiraopreto.com.br\/m\/mudancas-em-ribeirao-preto.shtml\" target=\"_blank\">mudan\u00e7a<\/a> de sexo.<\/p>\n<p>\u201cForam os pr\u00f3prios m\u00e9dicos que me incentivaram a trocar o nome nos documentos. Eles acham importante que essa altera\u00e7\u00e3o seja feita antes mesmo da opera\u00e7\u00e3o porque, no entendimento deles, o fato de eu ainda ter \u00f3rg\u00e3o sexual masculino n\u00e3o interfere na defini\u00e7\u00e3o de g\u00eanero\u201d, explica.<\/p>\n<p><strong>Defensoria<\/strong><br \/>\nO defensor p\u00fablico Antonio Machado Neto, respons\u00e1vel pelo caso de Marcela, tamb\u00e9m considera a decis\u00e3o da Justi\u00e7a importante para que os transexuais brasileiros consigam ser reconhecidos pelo g\u00eanero feminino, independente de terem realizado a mudan\u00e7a de sexo.<\/p>\n<p>\u201cAs caracter\u00edsticas s\u00e3o femininas, a psique \u00e9 feminina, socialmente elas s\u00e3o vistas como mulher. O juiz decidiu com base no respeito \u00e0 dignidade da pessoa humana, onde todos s\u00e3o iguais e devem ser tratados da mesma forma.\u201d<\/p>\n<p><em>Fonte: G1<\/em><\/p>\n\n<div style=\"font-size: 0px; height: 0px; line-height: 0px; margin: 0; padding: 0; clear: both;\"><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mesmo ap\u00f3s assumir a homossexualidade e passar a se vestir como mulher, Marcela &#8211; que nasceu homem &#8211; sofria por n\u00e3o ter a identidade feminina respeitada, principalmente quando era obrigada a apresentar o RG. Em janeiro desse ano, a estudante universit\u00e1ria deu o primeiro passo para alcan\u00e7ar o sonho de se tornar mulher: obteve na Justi\u00e7a o direito de ter g\u00eanero e nome alterados nos documentos pessoais, antes mesmo de realizar a cirurgia de mudan\u00e7a de sexo. \u201cMeus pais eram muito religiosos e na minha casa a quest\u00e3o sexual era r\u00edgida. 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